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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Profissão hipócrita

O jogador de futebol é de uma hipocrisia irritante, tirando algumas raríssimas exceções, os “craques” mentem descaradamente e na cara dos torcedores, que acham isso lindo, batem no peito e dizem, “tá vendo, esse é dos nossos, ama meu Clube”. Ama nada. Ele ama é o dinheiro gordo, e cada vez mais gordo, que irá cair na conta corrente no fim do mês. Prestem atenção nas apresentações dos grandes clubes e vejam se o roteiro não é sempre o mesmo, ou quase sempre. O jogador chega, veste o “manto sagrado”, beija o escudo, sorri para a foto, faz alguma brincadeirinha com os repórteres e senta para a entrevista coletiva. Essa é a melhor parte, as declarações sofrem algumas variações, há algumas linhas de pensamento. Acredito que eles ensaiem em casa a melhor forma de conquistar a nova torcida.

Primeiro passo - identificar-se com o Clube: - Meu maior sonho sempre foi vestir essa camisa.

Segundo passo – demonstrar interesse pela cidade: - Essa cidade é maravilhosa, vou me acostumar fácil.

Terceiro Passo – inventar laços familiares que o liguem ao novo Clube, nessa hora há bastante variação, alguns citam o avô, a mãe, mas o recordista é o pai, e se for falecido então, a emoção fica ainda maior: - Hoje estou realizando o sonho do meu velho pai, que lá do céu vai me ver vestindo a camisa do Clube que ele mais amou.

Quarto e último passo – desdenhar dos outros Clubes, principalmente dos rivais: - Jamais jogaria lá, um Clube sem história, com uma torcida fria, aqui é diferente, meu maior prazer vai ser fazer gols e ter o meu nome gritado pela torcida.

Pronto, conquistou a torcida, fez bonito para a imprensa, deixou o presidente por cima, agora é só treinar e jogar com raça, dando seu suor até o último jogo pelo clube, que será, provavelmente, em três meses, às vezes seis, quando muito pode fazer aniversário. É quando chega uma nova proposta, uma camisa diferente, e o processo recomeça mais uma vez: - Meu maior sonho sempre foi vestir..........

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