O jogador de futebol é de uma hipocrisia irritante, tirando algumas raríssimas exceções, os “craques” mentem descaradamente e na cara dos torcedores, que acham isso lindo, batem no peito e dizem, “tá vendo, esse é dos nossos, ama meu Clube”. Ama nada. Ele ama é o dinheiro gordo, e cada vez mais gordo, que irá cair na conta corrente no fim do mês. Prestem atenção nas apresentações dos grandes clubes e vejam se o roteiro não é sempre o mesmo, ou quase sempre. O jogador chega, veste o “manto sagrado”, beija o escudo, sorri para a foto, faz alguma brincadeirinha com os repórteres e senta para a entrevista coletiva. Essa é a melhor parte, as declarações sofrem algumas variações, há algumas linhas de pensamento. Acredito que eles ensaiem em casa a melhor forma de conquistar a nova torcida.
Primeiro passo - identificar-se com o Clube: - Meu maior sonho sempre foi vestir essa camisa.
Segundo passo – demonstrar interesse pela cidade: - Essa cidade é maravilhosa, vou me acostumar fácil.
Terceiro Passo – inventar laços familiares que o liguem ao novo Clube, nessa hora há bastante variação, alguns citam o avô, a mãe, mas o recordista é o pai, e se for falecido então, a emoção fica ainda maior: - Hoje estou realizando o sonho do meu velho pai, que lá do céu vai me ver vestindo a camisa do Clube que ele mais amou.
Quarto e último passo – desdenhar dos outros Clubes, principalmente dos rivais: - Jamais jogaria lá, um Clube sem história, com uma torcida fria, aqui é diferente, meu maior prazer vai ser fazer gols e ter o meu nome gritado pela torcida.
Pronto, conquistou a torcida, fez bonito para a imprensa, deixou o presidente por cima, agora é só treinar e jogar com raça, dando seu suor até o último jogo pelo clube, que será, provavelmente, em três meses, às vezes seis, quando muito pode fazer aniversário. É quando chega uma nova proposta, uma camisa diferente, e o processo recomeça mais uma vez: - Meu maior sonho sempre foi vestir..........
Um blog para quem gosta de esporte. Aqui você encontrará análises e comentários sobre os clubes e as competições do Brasil e do mundo dos mais variados esportes. Seja bem-vindo e comente à vontade.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Rivalidade no futebol
A paixão proporcionada pelo futebol é espantosa. Digo isso porque sou um desses tantos apaixonados capazes de fazer loucuras pelo seu Clube. Grito, reclamo da arbitragem, brinco com os torcedores rivais nas vitórias e, na medida do possível, procuro aceitar as brincadeiras nas derrotas, faço tudo o que os torcedores normais fazem, sim os normais, porque entre nós existem os vândalos, os bandidos. Esses são responsáveis pelas brigas, pela violência exacerbada nos estádios e por cenas como as que fomos obrigados a acompanhar no Egito, onde uma briga generalizada entre os torcedores do Al-Masri e do Al-Ahly deixou mais de 70 mortos.
A rivalidade, principal motivador da tragédia no Egito, deveria ser tratada com carinho entre as torcidas, elas precisam entender que dependem dos rivais para serem grandes, afinal, me digam um grande Clube que não tenha um rival à altura? Não há. Caros gremistas, sem o Inter vocês seriam o quê? E Colorados, sem o Grêmio o que seria de vocês? O mesmo ocorre com Vasco e Flamengo, Palmeiras e Corinthians, Real Madri e Barcelona, e assim por diante. Então, chegou a hora de acabarmos com esse sentimento de raiva pelos rivais, e passarmos a respeitar os torcedores adversários, assim seremos respeitados por eles e a rivalidade se resumirá à brincadeiras e gozações após os jogos.
Grenal 390
Um empate com gostos diferentes, de superação para o Inter, que levou a virada, mas conseguiu o empate na casa do rival, e de frustração para o Grêmio, que viu os titulares titubearem frente ao time B do rival. No fim, mesmo jogando muito melhor, a torcida ficou injuriada com o Grêmio.
Um detalhe chamou a atenção, foi um jogo pegado, com os jogadores se estranhando algumas vezes durante a partida, mesmo sendo um Grenal, os ânimos poderiam estar mais calmos. Um dos encrenqueiros foi Kléber, o Gladiador, seriam resquícios dos problemas pessoais que o atacante está passando em casa, com acusações de agressão por parte de sua mulher? E o Marcelo Moreno? Bateu sua Cayenne com um Chevete em Porto Alegre, pelas imagens do estrago nos dois carros, foi pênalti claro, mais claro do que aquele que ele sofreu no Grenal.
A rivalidade, principal motivador da tragédia no Egito, deveria ser tratada com carinho entre as torcidas, elas precisam entender que dependem dos rivais para serem grandes, afinal, me digam um grande Clube que não tenha um rival à altura? Não há. Caros gremistas, sem o Inter vocês seriam o quê? E Colorados, sem o Grêmio o que seria de vocês? O mesmo ocorre com Vasco e Flamengo, Palmeiras e Corinthians, Real Madri e Barcelona, e assim por diante. Então, chegou a hora de acabarmos com esse sentimento de raiva pelos rivais, e passarmos a respeitar os torcedores adversários, assim seremos respeitados por eles e a rivalidade se resumirá à brincadeiras e gozações após os jogos.
Grenal 390
Um empate com gostos diferentes, de superação para o Inter, que levou a virada, mas conseguiu o empate na casa do rival, e de frustração para o Grêmio, que viu os titulares titubearem frente ao time B do rival. No fim, mesmo jogando muito melhor, a torcida ficou injuriada com o Grêmio.
Um detalhe chamou a atenção, foi um jogo pegado, com os jogadores se estranhando algumas vezes durante a partida, mesmo sendo um Grenal, os ânimos poderiam estar mais calmos. Um dos encrenqueiros foi Kléber, o Gladiador, seriam resquícios dos problemas pessoais que o atacante está passando em casa, com acusações de agressão por parte de sua mulher? E o Marcelo Moreno? Bateu sua Cayenne com um Chevete em Porto Alegre, pelas imagens do estrago nos dois carros, foi pênalti claro, mais claro do que aquele que ele sofreu no Grenal.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
O Começo.....
Como em tudo em nossas vidas sempre há um começo, essa coluna, por exemplo, está em seu começo, bem como o jornal que a hospeda, o Oeste Notícias, e no futebol não poderia ser diferente. Todos os anos os clubes se reorganizam, contratam e despedem jogadores, técnicos, dirigentes, enfim, procuram acertar o que erraram no ano que passou. Fazem exatamente o que nós fizemos, trocamos de amigos, namoradas, empregos, sempre buscando melhorar e atingir os objetivos.
Agora , se pensarmos somente no futebol, se um Clube errou tudo no ano que se foi, o melhor a se fazer é uma reformulação completa? A diretoria gremista achou que sim e mudou quase tudo, trouxe um time inteiro de novos jogadores, alguns de renome e fama, trocou comissão técnica e até a nova Arena já está com 50% das obras concluídas, mas nem tudo está apresentando os resultados esperados, o começo não foi bom, aliás nem um pouco bom, mas para o consolo dos gremistas, tem tudo para melhorar, afinal o Grêmio de 2012 tem qualidade e com o passar dos jogos deverá por isso em prática.
Bons Presságios
O Verdão do Oeste começou muito bem 2012, com três vitórias em três jogos, é líder do Catarinense, e vem com força em busca de mais uma conquista. Se em 2011 a torcida sentiu que faltou um algo a mais na campanha na Série C, esse ano parece que vai ser diferente, e quem sabe no fim do ano poderemos ver a Chapecoense alçando voos maiores, e alcançando a Série B.
Surgiu um ídolo?
Apesar de não estar nem perto do que fizeram Marcos pelo Palmeiras e Rogério Ceni pelo São Paulo, D´alessandro deu um exemplo de fidelidade ao permanecer no Inter, porém já afirmou que pretende encerrar a carreira no River Plate, da Argentina. Nos últimos anos poucos foram as atitudes como a de D´alessandro, mas histórias como as de São Marcos e Rogério Ceni dificilmente voltarão a existir, o dinheiro fala mais alto, quando o jogador pesa amor a um clube e independência financeira.
Agora , se pensarmos somente no futebol, se um Clube errou tudo no ano que se foi, o melhor a se fazer é uma reformulação completa? A diretoria gremista achou que sim e mudou quase tudo, trouxe um time inteiro de novos jogadores, alguns de renome e fama, trocou comissão técnica e até a nova Arena já está com 50% das obras concluídas, mas nem tudo está apresentando os resultados esperados, o começo não foi bom, aliás nem um pouco bom, mas para o consolo dos gremistas, tem tudo para melhorar, afinal o Grêmio de 2012 tem qualidade e com o passar dos jogos deverá por isso em prática.
Bons Presságios
O Verdão do Oeste começou muito bem 2012, com três vitórias em três jogos, é líder do Catarinense, e vem com força em busca de mais uma conquista. Se em 2011 a torcida sentiu que faltou um algo a mais na campanha na Série C, esse ano parece que vai ser diferente, e quem sabe no fim do ano poderemos ver a Chapecoense alçando voos maiores, e alcançando a Série B.
Surgiu um ídolo?
Apesar de não estar nem perto do que fizeram Marcos pelo Palmeiras e Rogério Ceni pelo São Paulo, D´alessandro deu um exemplo de fidelidade ao permanecer no Inter, porém já afirmou que pretende encerrar a carreira no River Plate, da Argentina. Nos últimos anos poucos foram as atitudes como a de D´alessandro, mas histórias como as de São Marcos e Rogério Ceni dificilmente voltarão a existir, o dinheiro fala mais alto, quando o jogador pesa amor a um clube e independência financeira.
Assinar:
Comentários (Atom)